Por décadas, o mercado de calçados esportivos foi dominado por modelos desenhados para turbinar a performance durante o exercício: o tênis de corrida mais leve, o último lançamento de basquete ou a chuteira mais arrojada… Porém a paixão pelo esporte se manifesta também nos momentos de descanso, principalmente após o esforço físico. É daí que surgem os recovery shoes.

Diferente de um chinelo ou tamanco comuns ou até de um tênis casual, os recovery shoes são projetados com engenharia biomecânica para acelerar o processo de restauração dos pés e pernas após longos períodos de estresse.
Eles são definidos por três pilares principais, amortecimento extremo por meio de espumas de densidade específica para absorver o impacto e reduzir a pressão nas articulações; suporte anatômico com arco mais pronunciado para aliviar a fáscia plantar; e estímulo à circulação por conta do design que facilita o movimento natural do pé, ajudando no retorno venoso e diminuindo inchaços.
O nome em inglês recovery shoes quer dizer “calçados para recuperação”, que começou como um item de nicho para maratonistas e triatletas, e agora ganha contornos de moda, por suas formas orgânicas e estilo maximalista.
A linha Nike Mind, por exemplo mira no segmento de bem-estar e no estilo de vida holístico, onde o descanso é tão importante quanto o movimento. O modelo Nike Mind 001 é uma das apostas da marca para 2026, que quer conquistar outras categorias de calçados além dos sneakers.
Na prática, seu uso deve extrapolar o original (descansar os pés) e passar a ser considerado como um calçado confortável perfeito para o dia a dia. O nome específico desse tipo de sapato é mule, e vai competir indiretamente com qualquer “calçado de ficar em casa” com meias, como Crocs, Birkenstock, Ugg…
Outros modelos da Nike nessa categoria são o tênis Nike ReactX Rejuven8, mais fechado e com espuma ultra suave, e o chinelo Jordan Roam, uma opção de sandálias robustas e resistentes.




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