Saint Benjamin, de Daniel Mafra

Daniel Mafra

Danie Mafra, da nova marca masculina Saint Benjamin, é de Brusque (SC), uma cidade que funciona como importante pólo da indústria têxtil no pais, com a presença principalmente de tecelagens, mas também de confecções e malharias. Um dos grupos que está instalado lá é o AMC Têxtil, conhecido pela Colcci, Forum, Triton e Coca-Cola Clothing.

Ele começou a trabalhar com 17 anos como relações públicas na Colcci e cresceu na empresa até a chefia do departamento de comunicação, bem na época dos desfiles com Gisele Bündchen no Rio e depois em São Paulo.

Hoje, com 30 anos, seu foco é outro: a moda masculina. Acaba de lançar a primeira coleção de sua marca Saint Benjamin, de verão 2018, que produz com fornecedores de tecidos e estamparias de Milão. Ele é também colecionador de santos, daí o nome.

A informação mais evidente de suas criações é o trabalho com maxiestampas. “A estamparia virou a principal característica da marca, não intencionalmente! Não achava que logo de primeira teria um reconhecimento de imagem tão forte”.

Para ele, este recurso visual mais chamativo é uma demanda reprimida no segmento masculino, mas que já está no radar de quem se interessa por moda. “É um tabu que tem sido desafiado pelas novas gerações.”

A brincadeira com santos é para efeito de alegoria, apenas, sem levantar bandeiras religiosas. Além do próprio São Benjamim, vai apesentar outros santos nas próximas coleções. Com isso, pretende vestir todo tipo de público: de Luan Santanna a John Mayer. Leia a seguir a entrevista com Daniel Mafra.

Como você vê a relação do homem brasileiro com estampas?
Acho que apresentar o universo “total print” para os garotos brasileiros é uma novidade! Sempre fui apaixonado por cores e estampas e quis trazer essa paixão para o DNA da Saint Benjamin.

Tem alguma padronagem que você considera mais emblemática no repertório nacional de moda masculina?
Acho que o xadrez por muito tempo foi a padronagem preferida dos brasileiros, na nossa coleção de inverno vamos trazer um xadrez renovado, ilustrações formam o xadrez, ele não é óbvio e é mais faroeste do que rock’n’roll.

O que tem de mais legal acontecendo em Milão, principalmente no modo em como se vestem os homens de lá?
Tenho ascendência italiana, nunca esqueço a primeira vez que estive em Milão, estava no metrô e me senti dentro de um editorial da L’Uomo Vogue, com garotos elegantes, modernos, um mix de moda que muito me inspirou! Nossas estampas são produzidas em estúdios milaneses!

Quais são os próximos passos da marca?
Estruturação, melhorias na logística e internacionalização! Este são nossos focos para 2018!

Como você o atual momento do mercado de moda no Brasil?
É um momento instável, ao mesmo tempo enxergo um grande vazio na moda masculina e acho que este é o momento certo para lançar a Saint Benjamin!

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