Desfile À La Garçonne

ALG

À La Garçonne se tornou rapidamente uma das mais desejadas dentre as marcas brasileiras de moda. Originalmente, era um brechó de Fábio Souza, que começou em 2009 vendendo roupas de segunda mão e alguns anos depois passou a vender também móveis. Sempre foi uma loja ligada no momento em que vivemos, que pede desaceleração do consumo de roupas, na contra-mão da histeria do fast-fashion.

Quando seu marido Alexandre Herchvovitch se desligou da marca própria (que havia sido vendida para o grupo  InBrands), os dois viram na marca uma bela oportunidade para começarem uma nova história juntos. Foi também uma maneira inteligente de driblar qualquer impedimento de usar o próprio nome no segmento, como é comum em negociações deste tipo.

O maior estilista do Brasil passou então a criar as coleções da À La Garçonne, estreando no começo de 2016 um desfile no SPFW, já sintonizado com os novos códigos do mercado de hoje: sem estações do ano definidas, trabalhando com reuso de materiais e promovendo colaborações com outras marcas para o desenvolvimento de mini-coleções dentro da coleção principal.

O design é atual e nada empoeirado como se imaginava quando falávamos em moda vintage. A jaquetas pintadas à mão estiveram em todas as capas de revista, no ombro das editoras e das celebridades, multiplicados infinitamente nas redes sociais. O traço criativo (moderno e ousado, ao mesmo tempo que eficiente) é o mesmo que conhecemos de tantos anos de Alexandre Herchcovitch nas passarelas, porém executado com material reciclado, panos antigos esquecidos nas prateleiras das tecelagens e até tecidos retirados de outras roupas vintage.

Nesta temporada, pela primeira vez fora do calendário do SPFW, a coleção desfilada no palco do Theatro Municipal num sábado de manhã deu destaque especial à estamparia e na mistura entre elas _animal prints, camuflados ou quadriculados… Registre bem o modelo de suas calças, pois é este que já vemos usando bastante nas ruas agora (ampla, com pregas e curta na barra), usadas com lindas jaquetas de ziper. Ambas vinham em tecidos grossos, em cetim ou misturando os dois. Vale mencionar também as camisas fechadonas usadas pra fora, sobre bermudas coloridas.

São peças casuais, mas tratadas como luxo, tanto pelo cuidado artesanal como pela exclusividade de edições limitadas A própria ideia de brincar com sua própria logotipia é muito bem-sacada, nas incrições ALG ou À La Garçovitch, e reforça este caminho que eles estão de criar uma casa de moda tão internacional quanto brasileira.

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