Proteção solar

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Proteção solar é um assunto muito mais importante do que a maioria das pessoas o trata e deveria ser parte da rotina diária de cuidados com a pele. Fotoproteção (pra usar o termo técnico) é o primeiro passo para uma pele saudável. Os danos solares podem ter efeitos imediatos, como vermelhidão, mas também tem efeitos de longo prazo, como envelhecimento precoce (manchas e rugas) e câncer de pele.

Por isso compartilho aqui as sugestões de dois especialistas para fazer o melhor uso da principal arma que temos contra tudo isso: os protetores solares. “Para obter o fator de proteção solar (FPS) descrito na embalagem, é necessário aplicar 2mg/cm2 de pele. No rosto, equivale a uma colher de café cheia”, conta o farmacêutico e diretor científico da Consulfarma Lucas Portilho, que também é pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. No corpo, segundo ele, o consenso é aplicar uma colher de café em cada braço e antebraço; uma colher no torso e outra nas costas; duas cada perna. Ou seja: é bastante coisa.

A dermatologista Dra Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia descreve de outra maneira. “No rosto, passo uma camada generosa do protetor solar até que cubra toda a área e tenha a sensação de cobertura homogênea. Estendendo a área do rosto, passo raiz do cabelo, pescoço, nuca, orelhas quando eu estou em exposição ao sol, pois são áreas que frequentemente sofrem queimaduras.”

Outras áreas que merecem reforço, segundo a doutora: região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta do nariz e em suas laterais além de pescoço, colo (especialmente no V da camisa). Não esqueça de esperar cerca de 20 a 30 minutos para que ele comece a agir. E de reaplicar a cada quatro horas. Ajudam também acessórios que sirvam como proteção solar física, como chapéu e óculos. Vale ainda ficar de olho no horário: até 10h da manhã e depois das 4h da tarde, por conta da incidência de raios UV.

Sobre o número mais adequado de FPS (fator de proteção solar), o doutor Lucas Portilho diz que a partir do FPS 30 há 97% de absorção da UVB. “O problema é que como os brasileiros não aplicam uma quantidade adequada de produto, quando usam um FPS 30, na verdade a proteção é equivalente a um FPS 8”, explica. “Por isso gosto de fotoprotetores com FPS mais alto, como 50, 60 ou 70. Acima disso o produto fica muito ruim sensorialmente, muito oleoso.”

A doutora Thais Pepe acrescenta que guarda-sol, nuvens ou vidro não conseguem bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. “Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma. Ou seja: todo cuidado é pouco.

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